Canção do Poeta do Século XVIII - H. Villa-Lobos
"Sonhei que a noite era festiva e triste a lua
E nós dois na estrada enluarada, fria e nua
Nuvens a correr em busca de quimeras
E com as nossas ilusões de fantasias
De viver como no céu, a cantar uma doce canção
Que enche de luz o amor e a vida
Nas lindas primaveras."
Acho que nunca cantei uma música tão linda. Talvez a poesia da música não passe tanto sentimento para vocês quanto as duas juntas. A poesia e a música. Aliás, está aí um exemplo de algo que não deve ser separado nunca. É incrível como a poesia ganha vida através da música e vice-versa. E não é que foi por aí que tudo começou? Foi.
Hoje me lembrei dum tempo onde tudo era negro. Eu também me vestia de preto. Luto? Não. Conformidade. Hoje percebi que quem se conforma com o meio em que vive, quem chora no travesseiro por isso mas não traça metas para sair da merda, está, na verdade, merecendo estar lá. Seja um inconformado e lute. Hoje eu também comprei camiseta vermelha, laranja, salmão e verde água. Por que chega um momento em que estar sempre negro não muda muita coisa (já que dizem que é sinal de "protesto") e estar colorido é talvez dizer: Eu posso mudar e fazer diferente.
Inté.
Edit de 18/01/2007: Relendo este post lembrei-me de que, diante da morte, o negro, símbolo da inconformidade é, na verdade, a conformação em forma de cor. A morte, impiedosa e irreversível, não pode ser evitada. Só podemos nos conformar com ela. E usar preto.
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