sábado, 17 de março de 2007

Doeu.

Doeu. Doeu de novo quando percebi que o passado já não fazia mais tanto sentido. E eu, apegado a tantas memórias, tantos lembretes do tempo que já correu, tantas histórias... É que agora percebo que caminho rumo a liberdade há algum tempo. As amarras e marras, os bloqueios e todas essas coisas que rodeiam aqueles que serão, sempre, limitados. E não aceitarei ser limitado por aquilo que eu mesmo criei. Não posso e não quero.
Mas meu estômago ainda não digeriu completamente, ele ainda reclama da agruras, das frustrações e das imagens antigas, mas, vamos, eu e meu estômago, vencer isso.
Reinventar-se é preciso.

O próximo parágrafo é pessoal, mas enqto essas palavras não se tranformam, é só um desabafo.

É uma pena que por mais que eu queira, não posso dar o que você quer.
Sim, saiba que é bom encolher-me no seu colo.
É ótimo quando sinto o cheiro dos teus cabelos.
É maravilhoso ser criança de novo ao teu lado.
E não há palavras pra dizer quão bom é quando me preenche com seu corpo.
Naquele dia fui atrás de você só pra te proteger da chuva. Eu sei, eu não tinha guarda-chuva, mas a gente sabe, não precisávamos. O que queriamos era justamente correr nela, e apanhar o máximo de gotas que fosse possível e depois de ensopados e esbaforidos, te olhar nos olhos foi maravilhoso. Ver uma criança sorrindo através deles fez ressurgir algo que estava adormecido em mim. Acreditar na pureza, na ingenuidade, naquela coisa de amor de criança. Sem pudor, sem medo. Foi mágico.
Tudo isso foi inesquecível, mas por enqto não é o suficiente para mim. Mas não fique triste, acho que no fundo ninguém nunca conseguiu. Nem foi culpa delas, eu é que nunca deixei. Hoje, percebo nitidamente isso.
Novamente, não fique triste, você conseguiu uma parte de mim.

"Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você, só enquanto eu respirar..."

Sem mais.

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