A sensação de sangue a boca. A ânsia. A culpa. Toda vez é assim: Você tá bem. Aí você se lembra de quanta merda fez. Quantas vezes machucou alguém que não merecia. Quantas vezes agiu por egoísmo dizendo que "se eu não pensar em mim, quem vai pensar?". A nossa própria felicidade é sempre mais importante. Nosso bem estar vale qualquer sacríficio dos outros. Por que é bem mais fácil inventar uma desculpa e depois aprender a acreditar que foi melhor assim. A consciência fica mais leve, não? A verdade é que o ser humano é mestre em transferir culpa. Ou pra que serve o Diabo?
Mas o gosto do sangue volta com o chute no estômago. E aí, amigo, há quem desmonte, há quem se contorça no chão, há quem invente mais desculpas, há quem não sinta nada (acredite, há quem não tem consciência também)...
Somos a escória, a barata. Lixo do mundo. Continuar vivendo é saber levar isso na esportiva. Peraí. Acho que já tô mudando de assunto...
Acontece isso de vez em quando, sabe? Coisas que não consigo apagar, elas vão e voltam como nota de um real em padaria de bairro. Sempre que volta, tá de um jeito diferente... Te derruba de um jeito diferente. Fragiliza, corrói, pune.
Depois, sempre duas alternativas: Ficar ou correr. Enganar ou enfrentar-se. Matar ou morrer.
Eu escolho ficar e enfrentar. Matar ou morrer é por conta de quem fica pra contar a história.
"Shot down in a blaze of glory
Take me now but know the truth
I'm going down in a blaze of glory
Lord I never drew first
But I drew first blood
I'm no ones son
Call me young gun"
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