sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Ao jardim

Se alguém tiver uma arma, não tenha dó. Não precisa de piedade, nem peso na consciência: Atire nos meus miolos, uma reta transversal aos olhos, de orelha a orelha. Sem chance pra agonização. Ou talvez faça o contrário... me jogue no chão, me chute, me espanque. Faça a dor que está aqui dentro saltar pra fora. Faça o sangue escorrer. Faça a luz chegar vagarosamente. Por favor.

Quando você acha que está no fundo do buraco, descobre que a cova pode ser mais profunda.

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