sexta-feira, 27 de março de 2009

A Bela

"A Bela

Noite despida pelo querer e não ter
Noite fria de medo.
A bela, deitada sobre a grama
Sob a lua e sobre meus pensamentos
Eram os lábios, o olhar
Encantamento de conto de fada
Magia negra do desejo de possuir
Singela e intocável de saia rodada
A bela, debaixo da luz da noite,
Sob as estrelas de vaga-lume
Sequiosa do amor completo.
Do momento perfeito que não aconteceu
Dicionário feito de palavras de negação
E o meu, de porquês.
A bela, dos segredos mais secretos,
Do espelho, espelho meu
Da minha mais pretensiosa pretensão,
Do medo sem fim de querer e não ter.
Era sim, a Bela, não a que falece desalentada
nem aquela que é presa por uma fera
Mas a que fecha seu coração
e me deixa no escuro..."

Li uma coisa hoje que me fez lembrar dessa quase-poesia (não acho que escrevo poesias, já disse aqui certa vez). Quando a escrevi, em algum dia frio de Julho de 2006, eu poderia ter escrito outras mil. Havia uma inspiração infinita naqueles tempos...

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