Tudo começa com um pequeno sorriso no canto dos lábios. Depois, uma conversa boba pelos corredores. Os olhos, já procuram por outro olhar, daqueles que só ela sabe dar. Troca de toques inocentes... Inocentes?
Quero cabular aula com você. Quero contar toda a minha vida. Quero dividir cada pedaço meu. Quero sair de madrugada para te chamar a janela, quero te beijar na chuva. É isso que penso quando estou no meio da aula ou no trajeto de volta para casa. Eles se tornaram longos o suficiente para nos imaginar, velhinhos, tomando chá da tarde.
Percebi que não queria deixar você ir embora quando a mesma piada, contada por outra pessoa, não tinha tanta graça. Depois, eu quis colocar a sua mão no meu peito pra você sentir o quanto meu coração descompassava quando pressentia que estava prester a te encontrar.
Quero a cadeira que está ao seu lado. Sentar longe é uma punição muito severa para quem só arrumou o cabelo de manhã porque você ia notá-lo.
Quero assistir comédia romântica abraçadinho no sofá da sala, debaixo das cobertas e com um balde de pipoca. Eu faço a pipoca! Mesmo que da última vez a panela tenha pegado fogo depois de eu tê-la esquecido pra ficar aquecendo seus pezinhos. E você ainda ri da minha cara até hoje. Eu adoro isso. Até isso!
"Já sei! Eu posso dedicar aquela música pra você. É, aquela que tocava enquanto eu te beijava pela centésima vez. O quê? Foi na centésima segunda? Tá, ainda sou menino demais pra lembrar exatamente. Me perdoa?"
Eu quero mais você. Todo tempo é pouco tempo. Muito pouco! Quero o seu corpo grudado no meu, por mais cinco minutos, mais cinco, mais cinco... Pra tentar guardar só um pedaço desse momento, do quanto é bom seus cabelos passeando por mim, sentir você sendo só minha.
É mágico. Sempre é. Quero te dar o mundo! Mesmo que esse mundo seja apenas o meu e só exista uma pessoa dentro dele: você.
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Às vezes resolvo fazer uma limpeza no PC e acabo encontrando alguns textos velhos. Como a política é postar tudo no blog, até por uma questão de segurança, ei-lo aqui. Acredito que seja de uns três anos atrás. A única certeza que tenho é que "ela" não existia: Escrevi depois de assistir Homem-Aranha 2 e ficar completamente abobalhado (N.E.: inspirado por filmes água-com-açucar).
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